Texto retirado do site Sexyclub.uol.com.br.
Do lado de dentro de uma casa de fachada discreta,
localizada numa cidade do litoral sul de São
Paulo, duas gostosas anônimas se esfregam em uma piscina inflável cheia de
xampu e água. No embate, as partes dos microbiquínis vão se desprendendo,
deixando-as peladinhas e ensaboadas no melhor estilo banheira do Gugu sem censura. Logo ao lado num
tripé, uma câmera portátil registra tudo. O evento é transmitido ao vivo para
espectadores do país inteiro anunciado como "Luta na Piscina de Gel!" no site A Casa das Brasileirinhas (acasadasbrasileirinhas.com.br), que há
três meses hospeda um reality show erótico promovido pela maior produtora de
pornô nacional, a Brasileirinhas.
Para quem procura
estímulo em uma morosa tarde de quinta-feira, feriado de Corpus Christi, os ângulos são realmente recompensadores. A
loirinha, estilo ninfeta, aperta seu peitinho natural contra as costas de sua
adversária. A morena, com pinta de excitada, hora possibilita uma espiadela na
sua escultural bunda, hora em sua xoxota raspadinha. Nos bastidores, as duas
são incentivadas pela equipe da casa a lutar com mais vontade. A disputa é por
votos dos expectadores. A vencedora gravará uma cena e levará o prêmio de 1 mil
reais. Não há diretores, maquiadores ou dublês. A casa tem apenas quatro
funcionários fixos para fazer a produção, toda a parte técnica e a limpeza do
local. O custo é baixo e tudo acontece ao vivo, para desestimular os piratas do
século 21. É um momento crítico da pornografia brasileira, que produz menos de
30 filmes anualmente e tem faturamento 55% menor do que há cinco anos.
Famoso no mundo todo, o pornô brasileiro pode ser encontrado
com uma simples busca por "Brazil"
na maior biblioteca online de conteúdos eróticos do mundo, o site xvideos.com.
Digitar o nome em inglês de nossa pátria é o equivalente a falar "abre-te
Sésamo" para as portas da sacanagem. Nada menos que 35 mil vídeos, o mesmo
que 12 dias e meio de sexo explícito em idioma nativo. Clayton Nunes, dono da Brasileirinhas,
explica: "Somos o povo da mulher bronzeada com a bunda grande. Esse é o
nosso padrão de beleza". Os gringos, literalmente, piram. "Se você
colocar uma atriz brasileira e uma americana, a menina daqui dá de dez a zero
na gringa. Em todos os sentidos: beleza, corpo, curvas. A maquiagem lá fora é
importantíssima pra quebrar um galho", conta Gil Bendazon, o único diretor brasileiro que já faturou o AVN, o Oscar do Pornô, em 2013, com a
série Big Wet Brazzilian Asses, nos Estados Unidos.
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| As participantes carol miranda (loira) e Nicole bittencourt (morena) na luta no gel, principal atração da quinta-feira no reality a casa das brasileirinhas |
A ORIGEM DO PORNÔ
BRASILEIRO
Num passado não muito longínquo, o pornô brasileiro era
filmado em mansões ou hotéis cinco estrelas, com iluminação adequada, cabo-man
(sem trocadilhos), direção de arte e até trilha sonora dos guitarristas Steve Vai ou Joe Satriani. Foi a era de ouro do pornô nacional, que começou no
final da década de 90 e durou até meados dos anos 2000. Nessa época, meu amigo,
o mercado excitava monetariamente quem se metia a filmar sexo por aqui. Atrizes
ganhavam cachês que ultrapassavam 10 mil reais por cena. O país que tinha
títulos como Se eu Comesse Você, Garotas da Web e Tomando no Cu: Volume 2 era um dos que mais faturavam no planeta.
Nas produtoras, com sets de filmagem nas principais capitais do país, DVDs
protagonizados por Julia Paes, Marcia Imperator, Bruna Surfistinha, Monica
Mattos, Vivi Fernandez... as
pornstars brasileiras que você deve conhecer muito bem.
Para entender como a história mudou tanto, vamos retroceder
algumas cenas. Década de 80. O brasileiro que queria ver trepadas nacionais na
tela só tinha a chanchada para se divertir, e a coisa era miguelada. Enquanto o
mundo se acostumava com os clássicos Garganta
Profunda (1972) e Império dos
Sentidos (1976), o Brasil se
contentava com peitinhos da Regina Casé,
pelos pubianos da Sônia Braga e
gemidos... dublados. O primeiro filme de sexo explícito brasileiro só seria
realizado em 1981 pelo diretor italiano Rafaelle
Rossi, e teria o título originalíssimo de Coisas Eróticas. O longa
conseguiu ser tecnicamente mais tosco que a própria pornochanchada, mas foi o
começo da penetração da pornografia na cultura nacional.
Nos anos seguintes, o mercado amadureceu no melhor estilo Bruna Marquezine. Em 95 nasceu a
Brasileirinhas e era nessa época que as fitas cassetes ainda estavam com tudo.
Ainda nos ano 2000, com a alta do DVD erótico, os brasileiros consumiam 40%
mais do que hoje, mesmo que o expectador tivesse que passar pela prova de fogo
do constrangimento de alugar um filme na locadora ou pagar uns trocos para
descabelar o palhaço em salinhas privadas de sex shops. Quando a internet se
popularizou, anos mais tarde, esses títulos ficaram acessíveis a qualquer ser
humano e a atuação da mulher brasileira, como era esperado, virou patrimônio
internético. O sucesso foi tanto que até a Rihanna,
aquela delícia de Barbados, tuitou o
seguinte numa madrugada solitária do dia 9 de abril de 2012: "@pornhub Se
vocês soubessem o quanto Rihanna ama
vocês #brazilians #latinos".
COMO SE TORNAR UM
ATOR PORNÔ
Você é bom de cama? Pode parecer incrível, mas ser um ator
de pornografia no Brasil é, aparentemente,
tão fácil quanto conseguir um emprego comum. Saiba que, do ponto de vista da
qualidade, a coisa mais importante para filme pornô é o ator. O cara tem que
manter a ereção por quase 1 hora, dar os ângulos pro cinegrafista sem perder a
paudurecência, fazer as posições necessárias que o diretor determina e ainda
por cima ejacular na hora que o diretor pede. "Não é à toa que nosso
casting é o mesmo desde 2007", confirma Clayton Nunes, dono da Brasileirinhas.
Hiran completa: "O brasileiro é
fodão de falar, entre os amigos, mas na prática o cara trava. Isso é
experiência minha produzindo. A gente recebe 500, 600 inscrições por dia. Mas
apenas 10 rapazes respondem enviando fotos. O último teste é a porta da
produtora e ali quase todos desistem". Soma-se a isso o fato de que o
trabalho não é das atividades mais rentáveis. Se antes um ator faturava até 5
mil reais por cena, hoje já é extremamente comum um ator ter outra fonte de
renda principal. "Alguns vão para a prostituição, mas nem todos. Tem um
dos atores aqui que é pedreiro", conta Hiran. Quer tentar a sorte mesmo assim? www.acasadasbrasileirinhas.
com.br/inscricao.php
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| Acima: notebook para interação no chat com assinantes. Abaixo: as atrizes atendem ao vivo um pedido dos usuários. |
A QUEDA DO ANTIGO
PORNÔ
Até 2006, o Brasil era o 16º no ranking de países com maior
volume de faturamento bruto com pornografia, totalizando 100 milhões de dólares
(os três primeiros são China, com
27,4 bilhões; Coreia do Sul, com
25,7 bilhões; e Japão, com 19,98
bilhões). Quando as conexões ficaram rápidas o suficiente para os downloads, a
internet foi apontada como a vilã para muita gente, não só para o pornô.
"O mercado adulto é uma peça da indústria do entretenimento e não dá pra
entender o que aconteceu com ele sem entender toda a indústria", explica Ruy Rufião, criador da produtora
erótica Xplastic. E o que ocorreu
foi que a galera se ligou que não precisava pagar para ver a nova cena da Cicciolina. Formas alternativas de
conseguir os mais requisitados títulos sem tostar um real ganharam os olhos da
marmanjada. E não demorou muito para surgir domínios com gigas de sacanagem
grátis para download, fora aqueles que ficaram conhecidos como
"tubes", ou seja, de streaming. A produtora Brasileirinhas, por exemplo, chegou a retirar mais de 10 mil cenas
hospedadas no site de compartilhamento Megaupload.
"No dia seguinte já tinha mais 20 mil novas cenas lá", confessa,
abusando da força da expressão, Hiran,
sócio de Clayton na Brasileirinhas. De uma hora para outra,
um produtor tinha a metade da grana para produzir um filme e a certeza de que
daria lucro cada vez menor. Resultado: o pornô nacional brochou. Diminuiu cerca
de 50% do volume de produções entre 2000 e 2007.
E aí, você na roda de
amigos argumenta que o "porn" do Tio
Sam é mais bem sucedido. Não se engane! Os Estados Unidos, que pariram Sasha
Grey, Stoya e Lisa Ann, respiram por aparelhos. Quem
fazia 12 mil longas por ano em 2008 hoje produz apenas 3 mil e está em franca
decadência. Um dos motivos que mantêm ativos lugares como o San Pornand Valley (apelido para o San Fernand Valley, berço do Golden Age of Porn, ou Era de Ouro do Pornô) é o
profissionalismo do país que faz o mais caro e lucrativo cinema do mundo, o
outro é a lei. "Lá (nos EUA) a pirataria é totalmente proibida. Você não
pode comprar um DVD, ir pra sua casa e copiar para o seu blog ou para aquele
tube que a gente conhece bem. Você vai preso", explica Hiran.
Do lado de cá, país das barraquinhas dos 3 por 10 reais,
produtoras famosas como As Panteras,
Explicitta e Sexxxy World praticamente pararam a produção. Outras simplesmente
fecharam as portas e desapareceram, deixando a pornografia órfã. Dando aulas de
sobrevivência, produtores subexistem com filmagens de Carnaval, que basicamente
são surubas à là show de funk e muito gringo se sentindo na gozolândia. O
caminho é por aí? Aparentemente não, como confessa Hiran, que também é dono dos sites Câmera Caseira (cameracaseira. com.br) e Zona BR (zonabr.com.br): "Como se ganha dinheiro com pornô
brasileiro tradicional? Não se ganha, só se perde! O pornô hoje, do jeito que
está, não vai...".
E o que acha o consumidor brasileiro de pornô? Esse
desencanou totalmente das fitas ou dos DVDs, que quase não existem mais.
"Até 2004, os filmes pornográficos representavam pelo menos 30% do pedido
de compra do mercado erótico das sex shops. Hoje ele representa 1%",
esclarece Paula Aguiar, presidente
da Abeme, Associção Brasileira do Mercado Erótico e Sensual. Para Clayton, o momento é de transição.
"O DVD caiu muito, o Blu-ray
não pegou e a internet, que assumiu o posto, não tem leis, é realmente terra de
ninguém."
Se as produtoras patinam na espuma da piscininha de plástico
com seu modelo de negócios antigo, tem gente mostrando que dá pra faturar alto
com pornô. Afinal, se o mercado nunca ganhou tão pouco com vendas, jamais houve
tanta gente ao mesmo tempo assistindo a filmes amadores, "sex scenes"
de famosos ou aquele filme novo da Stoya...
É assim que enxergam empresas americanas que fazem a hospedagem de tubes como YouPorn, YouJizz e PornHub. Os
caras recebem cerca de 60 milhões de visitantes por dia e cresceram 15% no
último ano em lucro sem produzir nada. Você tem ideia do quanto os tubes fazem
de grana com isso? Continue lendo para saber.
COMO GANHAR $ COM
PORNÔ
Para faturar com pornô, saiba que seu público está na
internet, tem simpatia por brasileiras e que está com a mão ocupada demais para
pegar o cartão de crédito. Eis algumas saídas.
1. RENDA-SE AO
"AUMENTO PENIANO"
Com 30 reais você hospeda um site com vídeos. Aí é só encher
de publicidade do tipo "enlarge your penis", "companheiras
fogosas procuram" etc... Essa é a forma mais fácil de lucrar a curto
prazo. A Manwin, empresa de
tecnologia que hospeda vários "tubes", como os gigantes Pornhub, Xtube e Youporn, fatura
com o clique dos visitantes em propagandas espalhadas pelos sites. Não produz
nada, mas recebe 200 milhões de dólares a cada ano, três vezes mais do que uma
produtora em seu ápice. O problema? Esse é o modelo de negócios que está
ajudando a matar a pornografia como conhecemos.
2. CONTEÚDO PARA QUEM
QUER
Para o diretor brasileiro Gil Bendazon, 17 anos no mercado adulto, o importante é não abaixar
a cabeça para a crise: "Eu prefiro manter os custos de sempre e produzir
menos títulos por ano. O meu consumidor é aquele acostumado com coisa
boa". Gil é a prova de que
existe cliente fiel na internet, e que essa pessoa pode pagar pelo seu trabalho
se ele for único e bom o bastante. Ele está acostumado a fazer vídeos no Brasil, com brasileiras, e vender para
o exterior. Agora, para não ser pirateado, uma saída é ser mais, digamos,
específico. Ou seja, apelar para o fetiche. "Quem é do fetiche prefere
pagar para ver em casa." O investimento inicial não é tão absurdo. Na
verdade, você vai precisar de uma câmera e uma amiga que tope, por exemplo,
fazer sexo com animais, ser enforcada ou qualquer outra maluquice que seu
cliente quiser. Saiba que já existem outros concorrentes estabelecidos no
mercado, como Face Sitting Extreme
(facesittingextrememf. com), que é brasileiro e vende as maiores bizarrices que
você puder imaginar, como duas mulheres brigando em roupa de latex em uma cama
inflável até que o salto de uma fura a cama e elas começam a se beijar (sim,
isso era um pedido de um cliente).
3. PROMOVA A
INTERAÇÃO
"Com investimento mínimo de 10 mil reais, você pode ter
seu próprio site de sex shows, mas os valores podem ultrapassar 50 mil
dólares", explica Henrique Rossi,
diretor de redação da SEXY, que irá
inaugurar o site Sexy Camstars, com
shows ao vivo e on demand. Essa é a trilha que boa parte da indústria
norte-americana está tomando. É o seguinte: o usuário entra na home, escolhe
entre as mulheres online e paga para vê-las atuar. Tem funcionado, pelo menos
com o LiveJasmin.com, que já é o maior em fazer isso hoje, além de abocanhar 32
milhões de usuários por mês (ou seja, 2,5% dos usuários da internet), que
pagam, no mínimo, 40 doletas para ver shows de strip-tease ou sexo online. Faça
as contas.




Situação complicada essa! Sinto falta das estrelas do porno nacional, mesmo preferindo as gringas, de vez em quando surgiam umas Monicas Mattod, Fernandinhas fernandez, Monicas Santhiago.
ResponderExcluirmas e mto linda essa carol castro que participa da casa, seria bom se ela fizesse algum filme na brasileirinhas, e se fizesse anal.
ResponderExcluirKkkkk eu prefiro 1 bilhão de vezes o porn americano eles sabem fazer sexo e as nossas brazucas não fazem o começo do que as stars americanas estão acostumadas a fazerem mais era bom ver brazucas como a Monica Santhiago Fernandinha Fernandez no Primeiro filme Nikki rio no seu Filme para a evil angel monica mattos Sabrina lins no começo mas. ATop que ja era para ter ganho um AVN se tivesse ficado na indústria seria a Monica Santhiago essa se equipara as Americanas Saudades Sela.
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